Mercado de construção civil segue aquecido em 2021

O ano de 2020, apesar de atípico para inúmeros setores do mercado, haja vista a pandemia, foi de bons negócios para a construção civil, o que deve se manter neste ano. E isso tem a ver com os desejos surgidos em meio ao isolamento social imposto pelo risco de infecção pelo novo coronavírus. É o que diz o gestor de vendas da MRV, Rodrigo Maia.  

Isso porque, com as taxas de juros mais baixas, com a Selic em 2%, o financiamento ficou mais barato. “Além disso, as facilidades nas condições ofertadas no mercado colaboraram para esses resultados. É uma consequência direta de um misto entre circunstância e oportunidade”, pontua. 

Ainda, de acordo com Rodrigo Maia, a adaptação foi um fator crucial para o momento. Foi o que fez a MRV, e com resultados positivos, segundo o gestor de vendas. “Os crescimentos das vendas também foi um resultado da agilidade em preparar nossos canais digitais para atender com eficiência o consumidor, oferecendo uma expansão da plataforma de vendas digital, que possibilitou e possibilita que o cliente faça toda a compra de um apartamento remotamente.” 

 

“Sem sair de casa, o cliente pode escolher o condomínio e a unidade que deseja, enviar a documentação, realizar a simulação e a aprovação de crédito, negociar a proposta de compra e assinar o contrato digitalmente”, completa.

Ainda on-line, um tour virtual pode ser feito por todas as unidades à venda pela empresa, além do acesso a planta isométrica. Nesse processo, o comprador tem a ajuda de um corretor. 

Com todas essas vertentes, o gestor de vendas da MRV destaca que, nacionalmente, houve-se recordes de vendas líquidas na empresa, com alta de 39,1% em relação ao ano anterior. Nesse cenário, justamente por essa combinação de fatores que culminaram no aquecimento do mercado de construção civil no ano passado, a tendência é que, em 2021, esse setor continue aquecido. 

Isso porque, segundo Rodrigo Maia, a expectativa é de que as condições econômicas para a compra e venda permaneçam positivas. Porém, o crescimento econômico como um todo, seja ele maior ou menor, tende a calibrar o avanço do setor, se tornando ou não o principal risco para o mercado. 

“Talvez, um avanço menor dos empregos proporcione crescimento abaixo das expectativas, mas é pouco provável. E para frear essas ‘ameaças’, mais tecnologias e inovações podem fazer com que a empresa capture os clientes com melhor potencial de compra no momento. Tem muito cliente com bom potencial de compra no segmento, que tem demanda muito forte não atendida”, destaca. 

Mercado de Trabalho

Rodrigo Maia aponta que o bom desempenho do setor pode, e muito, influenciar na geração de emprego. Mas o que uma coisa tem a ver com a outra? A construção civil, nas palavras do gestor de vendas, tem um papel importante para a economia do país e, consequentemente, seu bom momento se reflete em outras frentes. 

“O setor é responsável por grande parte da geração de empregos; desenvolvimento urbano, com a contribuição da diminuição do déficit habitacional, e movimenta todo uma cadeia produtiva, incluído vários outros setores e indústrias. Por isso, estima-se que o mercado de trabalho também se beneficie desse aquecimento das vendas de imóveis. A MRV, por exemplo, tem a expectativa de, nos próximos meses, abrir mais de 980 vagas de trabalhos na área comercial e nos canteiros de obras na Região Metropolitana de Belo Horizonte.” 

Fonte: www.estadodeminas.lugarcerto.com.br